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Nuno Moreira “O meu grande objetivo é tornar-me profissional"

Aos 24 anos e já com grande experiência na equipa principal do Paredes, o defesa-central Nuno Moreira foi reconhecido como um dos melhores jogadores da Série B do Campeonato de Portugal.
A sua história cruza-se com a evolução desportiva de um Paredes que encontrou em dificuldades nos distritais, mas que agora se encontra estabilizado no Campeonato de Portugal, com boas épocas a marcar o regresso do clube aos campeonatos nacionais.
Com passagens, na formação, pelo Paços de Ferreira e Penafiel, o jogador aponta o seu foco às ligas profissionais, sem esconder o grande carinho que sente pelo emblema que agora representa.
 
COMPLEXO | Foi um dos nomeados para o melhor onze da Série B do Campeonato de Portugal, numa escolha levada a cabo ao abrigo de uma iniciativa entre a página "Campeonato Portugal - Campeonato das Oportunidades" e o zerozero.pt. Desde já, de que forma se sente devido a este reconhecimento, e qual a importância que atribui a uma distinção deste tipo?
NUNO MOREIRA | É sempre importante ser eleito numa distinção destas, porque existem muitos bons jogadores nesta divisão. Ter sido distinguido é um motivo de orgulho e acaba por me premiar pela boa época que fiz, e agradeço à página Campeonato Portugal - Campeonato das Oportunidades e ao Zerozero pela nomeação.
 
Na curta descrição que surge na publicação sobre si, o Nuno Moreira é descrito como particularmente forte no plano posicional e na leitura de jogo, além de sublinhar a sua importância no passe vertical. Se lhe pedíssemos para descrever mais aprofundadamente os seus atributos desportivos, o que nos poderia dizer sobre as qualidades e valências que pode trazer às suas equipas?
Bem, eu identifico-me com essa descrição. Os meus pontos mais fortes enquanto jogador acho que são a velocidade, pois sou um jogador rápido, o que me permite antecipar-me e controlar a profundidade ao adversário, e considero-me muito forte nos duelos defensivos, nos quais procuro ser agressivo e intenso. Acho que estes são os meus pontos mais fortes.
 
Ainda que seja complicado ser-se juiz em causa própria, quais as explicações que podem ser encontradas, para justificar a sua escolha como um dos melhores da série?
Sermos uma das defesas menos batidas, apresentarmos um coletivo defensivamente muito forte e organizado, a boa época que realizei a nível individual, e os pontos fortes do meu jogo que referi anteriormente, foram fatores que, em conjunto, contribuíram para isso.
 
Sendo o futebol um jogo de equipa, em que o rendimento de cada jogador é condicionado pela qualidade de jogo que a equipa evidencia, em que medida o estilo de jogo do Paredes ajudou a explorar a sua competência e qualidade dentro de campo?
O nosso modelo de jogo passa por uma boa organização defensiva, em que trabalhamos diariamente todos os aspetos defensivos, o que me permite melhorar e mostrar mais rendimento neste capítulo.
 
Quando olha para este «onze» ideal escolhido para a Série B, e face àquilo que conhece dos atletas que foram escolhidos para esse «plantel», qual a sua opinião sobre a qualidade deste grupo de jogadores, e até que ponto podemos estar perante vários atletas que podem destacar-se num contexto de futebol profissional?
Não é só neste onze que estão jogadores muito fortes mas também fora dele. Na Série B do Campeonato de Portugal, existem vários jogadores com qualidade para se afirmarem num contexto de futebol profissional, e que estão a trabalhar para isso, à espera da sua oportunidade.
 
Falemos agora da sua época enquanto elemento da equipa do Paredes, para lhe perguntar que balanço faz da época do Paredes, que terminou a temporada no oitavo lugar da classificação final?
No contexto geral fizemos uma boa época, ficámos dentro dos objetivos propostos pela direção.
 
Nas primeiras 16 jornadas, o Paredes foi capaz de registar séries positivas de resultados, sendo de destacar um período de sete jornadas seguidas sem conhecer o sabor da derrota, e cinco triunfos entre esses encontros disputados. Até que ponto estas sequências de excelentes desfechos mostraram o Paredes como uma equipa capaz de ascender a lugares ainda mais cimeiros da classificação?
Começámos bem a época e fizemos uma grande primeira volta. Os resultados estavam a aparecer e estávamos com a confiança em alta. Claro que isso gerou uma grande expectativa entre todos por andar nos lugares cimeiros, só que infelizmente passámos depois por uma fase mais negativa e acabámos por descer uns lugares. Mas mesmo assim ficámos dentro dos objetivos.
 
O que correu menos bem, já nos meses de janeiro e fevereiro, para que a equipa registasse uma série relativamente longa de resultados menos positivos?
Foi uma fase mais negativa que acontece no futebol, todas as equipas passam por isso. A nossa durou mais que o que estávamos à espera, e não sei bem o que dizer, como explicar essa fase. Talvez tenhamos relaxado no Natal por andarmos lá em cima e não nos conseguimos manter tão focados e concentrados nos jogos, e depois os resultaram não apareceram. Isso começou a influenciar o nosso jogo o que, aliado a alguma falta de sorte que tivemos também em alguns jogos, não nos permitiu obter outros desfechos, mas acabámos por dar a volta aos maus resultados e vencemos o último jogo por 3-0 ao Gondomar.
 
Quando olhamos para a sua carreira, verificamos que, enquanto sénior, apenas representou o Paredes, e joga no clube há seis temporadas. Que explicação pode ser dada a esta ligação tão longa ao clube?
Sim, enquanto sénior foi o único clube que representei, foi um clube que me recebeu muito bem sempre me ajudou em tudo e sinto-me bem. Também nunca surgiu uma proposta de um clube que lute por objetivos superiores e que fosse de encontro aos meus e, por isso, tenho me mantido no Paredes, que é para mim um motivo de orgulho representar.
 
Como surgiu, em 2014/15, a oportunidade de representar o Paredes, depois de ter terminado o seu percurso na formação?
Na altura andava a treinar a experiência no Tirsense, que estava no Campeonato Nacional de Seniores, mas acabei por não ficar no clube e foi aí que recebi alguns convites da Elite, dos quais decidi optar pelo Paredes.
 
Por falar na formação, os seus registos colocam como o seu primeiro clube o Alpendorada, que representou até aos juvenis. Que memórias e feitos guarda desses tempos, e que importância o Alpendorada teve na sua formação como futebolista?
O Alpendorada foi o clube onde comecei a dar os meus primeiros passos no mundo do futebol e onde fiz grande parte da formação. Ajudou-me em muita coisa, enquanto jogador, mas como homem também cresci muito.
 
Enquanto júnior, alinhou naquelas que são, provavelmente, as duas melhores escolas de formação da região, o Penafiel e o Paços de Ferreira, onde disputou o Nacional de juniores. Em que medida a passagem por estes emblemas ajudou à sua adaptação ao futebol sénior?
Acabou por me ajudar porque acabei por jogar nos campeonatos nacionais, o que me permitiu estar mais preparado para ingressar nos seniores. A intensidade dos jogos a organização e qualidade das equipas ajudou-me a estar mais preparado para esse passo, apesar de não ser fácil a passagem...
 
Até à época de 2016/17, aparece indicado como médio nas listas de plantéis do Paredes, e só a partir de 2017/18 surge como defesa. De que forma ocorreu essa transição de posições, e quais os motivos que levaram a essa mudança?
Essa mudança foi mais cedo, pois comecei na formação por jogar a médio e a ala por ser muito rápido, e foi nos juvenis comecei a jogar a central. A partir daí, foi sempre a minha posição.
 
Quando chegou ao Paredes, em 2014/15, a equipa lutava pela manutenção e, passados quatro anos, festejava o título da Elite em 2018. O que explica esta evolução competitiva, que terá tornado possível esta conquista?
Foi um grande feito que alcançámos. Quando cheguei ao Paredes, andávamos a disputar a manutenção na Elite e agora competimos no nacional, o que é uma grande evolução. O sucesso acho que devesse ao facto de a base da equipa permanecer estas épocas todas e isso contribui para que coletivamente ficássemos muito fortes, sermos uma equipa muito unida e difícil de enfrentar, acho que passa muito por aí.
 
 
Foi um elemento preponderante na equipa do Paredes que subiu ao Campeonato de Portugal. Que lembranças guarda dessa época histórica, e qual o significado que essa subida e título tiveram para si?
Teve um significado muito especial voltar a colocar o Paredes nas nacionais. Foi um grande feito tanto para toda a massa adepta como para o clube, que o já mereciam e ansiavam com isso há muito tempo. Por sua vez, também foi a minha primeira subida enquanto sénior, motivo pelo qual foi um acontecimento muito especial, e que será para mim sempre um motivo de orgulho.
 
Já com a equipa estabilizada no Campeonato de Portugal, e a preparar a época que vem novamente nos nacionais, como tem corrido para si esta adaptação e transição para o campeonato em que atualmente se encontra?
Para ser sincero não senti grandes dificuldades na adaptação, embora seja uma divisão mais intensa e mais competitiva que, aliada à presença de jogadores de enorme qualidade, torna-se uma divisão muito interessante.
 
Depois de duas épocas no Campeonato de Portugal, e do seu reconhecimento como um dos melhores jogadores da sua série, até que ponto o Nuno começa a olhar para o futebol profissional como um objetivo a atingir?
Esse sempre foi um sonho meu desde criança, e é um objetivo que tenho. Chegar aos campeonatos profissionais é algo por que trabalho todos os dias e esse é o meu foco. Do que depender mim vou fazer todos os possíveis.
 
O que pensa que pode trazer de positivo e negativo, a reformulação dos quadros competitivos do futebol não-profissional em Portugal, com a criação da Liga 3 e a transformação do Campeonato de Portugal no quarto escalão do futebol nacional?
No meu ver este quadro competitivo não era justo, pois acabava por não premiar as equipas que ficavam em primeiro lugar durante o campeonato regular, que tinham de ir a um play-off que depois, às vezes por um jogo menos conseguido ou por um detalhe, deitava por terra toda uma época. Como no ano passado, em que subiram duas equipas que ficaram em segundo lugar na fase regular. Estes novos ajustes vão trazer uma 3ª Liga muito forte, muito competitiva, com mais qualidade, em que todos os jogos vão ser extremamente equilibrados e muito mais próximos das exigências da segunda liga a todos os níveis. No entanto, estas alterações vão trazer uma próxima época muito exigente, com equipas a lutar por vários objetivos, e em que os clubes e jogadores podem passar de estar num campeonato interessante, a uma divisão da segunda liga, para passar aos distritais e a três divisões da segunda liga.
 
Numa altura em que ainda tem uma margem de progressão relativamente longa pela frente, que objetivos gostaria de abraçar para o seu percurso desportivo?
Neste momento sinto que estou capaz de abraçar um projeto diferente, um projeto com objetivos profissionais e ambiciosos. Como muitos outros, gostaria imenso de me tornar jogador profissional e esse é o meu grande objetivo.
 
 
Entrevistador: Gonçalo Novais
Entrevistado: Nuno Moreira

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Data de publicação: 2020-05-22

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